Todos os que fazem parte desta dinastia faziam parte da família de Augusto de forma directa ou indirecta. O regime que Augusto inicia é uma espécie de monarquia camuflada daí a designação de "dinastia" Augusto acumulou nas suas mãos todo o poder imperial:
- "Imperium"
- Poder Tribunício
- Pontificado Máximo
Estes poderes vao conferir-lhe o poder de controlar a religião, a vida civil e o exército. Por detrás do título de "princeps" esconde-se um poder absloluto. Vai isntitucionalizar a sucessão por hereditariedade. Não vai ter filhos e resolve essa questão da sucessão recorrendo á adopção de Tibério. Tibério torna-se o co-regente do império, o principal acessor directo do imperador.
Roma aceita que Augusto designasse o seu herdeiro em troca de paz e segurança.
Augusto cria um novo sistema político que durará 300/400 anos. Este regime político vai ser herdado pela dinastia Júlio-Claudiana:
- Tibério
- Calígula
- Cláudio
- Nero
Todos estes imperadores pertencem a familia de Augusto e cada um vai contribuir para consolidar o regime imperial. O poder que vao exercer depende muito da personalidade de cada um.
TIBÉRIO

Foi imperador entre 14-37 d.C.. Era enteado de Augusto, fruto do primeiro casamento de Lívia. Era um chefe nilitar vigoroso, vai assumir alguns poderes, assume a co-regência do império a partir de 5 d.C.. Sempre foi fiel a Augusto mesmo após a sua morte. Tibério manda construir vários templos em honra de Augusto, é oficialmente divinizado. O culto imperial torna-se oficial. Era importante que o imperador e a sua familia fossem exaltados religiosamente para consolidar o regime. Herda um vasto e prospero império e preocupa-se em ocultar a base militarista do regime, tal como Augusto, tenta fazer passar a mensagem de serem imperadores porque são merecedores e não porque têm o exército a seu lado. Chega a recusar a introdução do pronome "imperator" porque este termo tinha uma componente militar.
CALÍGULA

Foi imperador entre 37-41 d.C.. Era sobrinho-neto de Tibério.
Ficou célebre pela sua excentricidade (muito provavelemente derivada da doença), o seu regime caracteriza-se por se preocupar com tudo menos com o necessário. Perseguiu senadores e o senado. A guarda pretoriana vai assassinar Calígula uma vez que este também não agradava a classe sequestre. Sofreu a "danatum memoria" (a sua memória foi apagada).
CLÁUDIO & NERO

Cláudio, tio de Calígula governou entre 41-54 d.C.. Sofria de gaguez. Primeiro casou-se com Salina e depois com Agripina, que se pensa responsável pelo seu envenenamento . A guarda pretoriana designou-o imperador perante a necessidade que esta teve de se antecipar á acção senatorial. Foi respeitado e respeitou formalmente o Senado e foi um bom senador, tendo sido divinizado após a sua morte. Morre envenenado por Agripina uma vez que ele tinha um filho chamado Britanico e Agripina tinha também um filho (Nero) e, segundo os autores clássicos, envenenou Cláudio de forma a que o seu filho o sucedesse.
Nero, é disignado imperador pela guarda pretoriana, o senado limita-se a rectificar esta nomeação feita pela guarda. Foi imperador entre 54-68 d.C.. Vai atribuir uma especial atenção á promoção de espectáculos públicos em Roma, agrandando, inicialmente, ao povo em geral.
Nero mostrou um desinteresse político mas um grande interesse pelas artes, tendo um papel participante. A sua maior ambição era ser o maior artista de Roma e interessava-se cada vez menos pelos assuntos do império, da governação. Nero, mandou assassinar a sua mãe acusando-a de cosnpirar contra si e foi também ele quem mandou assassinar as suas esposas e Britânico. Mandou também assassinar mais de cinquenta senadores (o que mais se destaca é Séneca), acusados de conspiração. Mandou matar todos os que faziam parte da sua familia o que vai fazer com que não surja um herdeiro.
Ficou também conhecido pelo incêndio de Roma (64 d.C.) que terá destruido 3/4 da cidade (segundo alguns autores clássicos). Existem 3 hipóteses explicativas do incêndio:
- Acidente;
- Foi o próprio Imperador;
- Uma seita religiosa, os cristãos (Nero culpou esta minoria e perseguiu-os)
A dada altura, foge de Roma, é declarado como inimigo político de Roma. Terá levado o seu escravo mais querido e foi ele que terá morto Nero, a seu pedido, com uma punhalada (terá dito "Que artista sou eu ao morrer" - segundo Suetónio).
Com a morte de Nero acaba a dinastia júlio-claudiana e eclode uma nova guerra civil em Roma (68-69 d.C.). Até aqui, o imperador ou a guarda pretoriana escolhiam entre os membros da familia imperial o sucessor, agora as legiões provinciais perceberam que poderiam procurar designar um general que fosse da sua confiança, para depois obterem regalias e melhores condições. Neste contexto, surge um governador da Hispânia, Galba, que é proclamado imperador em 68 d.C., pelas legiões estacionadas na Hispânia. É rapidamente assassinado e, perante o seu assassinato surge Otão que é designado imperador pelas legiões estacionadas na Lusitânia. Também foi assassinado e foi Vitélio que foi eleito e nomeado imperador pelas legiões estacionadas na Germânia. Esta sucessão de imperadores chefes militares só termina em 69 d.C. quando um conjunto de legiões estacionadas no Egipto nomeia um general chamado Vespasiano.
Vespasiano consegue manter-se no poder e inaugurar um nova dinastia, consegue restaurar a sucessão hereditária. A Dinastia Flaviana é a nova dinastia. Esta tomada de poder está claramente assente na força das armas, na base do poder político está uma vez mais o poder militar. Está a começar uma nova era no império porque as provincias tem cada vez mais poder no destino deste. Entre 68 e 96 d.C., no senado de Roma, a percentagem de senadores passa de 83% para 76% e a percentagem de senadores provinciais passa de 17% para 24%.
Roma já não esta centrada nos seus habitantes, começa a ser dominada pelas populações das provincias romanas.

